segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lágrimas após alegria...

Sou como o tempo. Como Chronos. Dou luz e sorrisos a quem conheço. Sou um pilar onde se apoiam, um escutador nato, portador de palavras e gestos calmantes. Um Pacificador até.

E sou o contrário de tudo isso também.

Volta e meia trago lágrimas agarradas no meu andar, deixo mágoa aqui e ali, profiro palavras afiadas como facas.

Quem diria que sou tão perigoso? Tigre enjaulado.... Pior... Porque o tigre apenas quer a sua liberdade.

Que quero eu? Ainda estou para descobrir se companhia, se solidão. Talvez nenhuma das duas. Mas será que eu quero realmente alguma coisa?


Será?

3 comentários:

Anônimo disse...

Sei como é ser tigre enjaulado mas pior, por ser gente.

Deixo beijinho

* disse...

e vão duas.


hoje, eu sinto que até tenho a jaula aberta, mas prefiro ficar a olhar pelas grades, inconsciente de que está assim. porque saindo dela não sei bem por onde me encaminharia. e não sei se queria ver alguém se não. são bocados esfarrapados dos dias. acredito sempre que as manhãs os voltem a tecer ou tenham paciência para os entrançar. só esperar um pouco que o escuro se levante e o ar se torne mais leve. respirar.


deixo beijinho também.

PayNe disse...

Pior que uma jaula, a minha é circular, um caminho que percorro todos os dias e cujas barras de ferro me impedem de sair. Vejo os fantasmas de experiências passarem junto a mim e eu estico a mão, juro que estico, e não os consigo agarrar.

Espero por quem me abra a porta. E aí... Nem eu sei...